quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

"E desde a última noite até agora, ela não havia percebido que naquela noite, ao assistí-los dançar "Love of my life", estava na verdade vendo sua história a ser cantada em forma de poesia, ali, naquele momento.
Natural. 


Havia de ser assim com a história dela, não?"


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Sonnet - The Verve


My friend and me
Looking through her red box of memories
Faded I'm sure
But love seems to stick in her veins you know
Yes, there's love if you want it
Don't sound like no sonnet, my lord
Yes, there's love if you want it
Don't sound like no sonnet, my lord
My lord
Why can't you see
That nature has its way of warning me
Eyes open wide
Looking at the heavens with a tear in my eye
Yes, there's love if you want it
Don't sound like no sonnet, my lord
Yes, there's love if you want it
Don't sound like no sonnet, my lord
My lord
Sinking faster than a boat without a hull
My lord
Dreaming about the day when I can see you there
My side
By my side
Here we go again and my head is gone, my lord
I stop to say hello
'Cause I think you should know, by now
By now
[...]
Oh, by now
[...]
Oh, by now

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Um texto de 2 de setembro de 2010


No bate e rebate da vida, nas angústias do dia-a-dia me perco por entremeios que crio só e que só eu sou capaz de entender. 
Entre espinhos e vidros, ando descalça. Sim, me machuco na maior parte do tempo. 
Sei também que os outros, riem de mim, de minha desgraça e tristeza. Riem dos meus mal-feitos me chamando de maluco...Coitados... Sequer notam que loucos são eles... Sim, os loucos riem da loucura alheia. 
Momentos de reflexão me fazem analisar ora de forma fria e calculista, ora com meu coração, avaliando todas possibilidades que tenho e quanto mais analiso, mais concluo que é em minhas lágrimas que encontro o real sentido de minha vida. Triste?
Pois sim, esta é minha felicidade.
E os loucos, riem de mim...

Fonte original: https://fotolog.com/poetisa_purpura/67186716



quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Desejos para 2019


Sempre fui gorda.
Sempre ouvi que gordas são e sempre serão fracassadas.
Sempre ouvi comentários de gente magra falando que está fazendo coisas de gordo, as famosas gordices.
Sempre ouvi que por ser gorda não teria relacionamentos sérios, um bom trabalho e sucesso na vida.
Sempre ouvi que era melhor emagrecer pra usar biquíni ou pra caber no manequim dessa ou daquela marca.
Sempre ouvi que meu rosto era lindo... Mas que se eu emagrecesse ficaria ainda mais linda.
Sempre ouvi comentários escrotos dizendo que aquele modelo de roupa me deixava ainda mais gorda e que precisava usar roupas preferencialmente escuras para disfarçar e parecer mais magra.
Nada de estampa, nada de mostrar o corpo! Suas carnes são feias. As pessoas não são obrigadas a ver isso!
Sempre preferi as fotos de rosto, por que meu corpo não era bonito e pedia pra "cortarem" o braço pq ele tbm não era.
Sempre deixei de falar o que sentia, por que sempre fui a "amigona" dos caras, a mina gorda e engraçada, a assexuada.
Sempre avisava que era gorda antes de começar a teclar com um cara na internet e na maioria das vezes, a conversa não evoluía mais depois disso.
Sempre fui chamada de forte, fortinha, cheínha tantos outros adjetivos, que perdi a conta.
Sempre ouvi que piada de gordo não é preconceito e via as pessoas fazendo piadas com outros gordos, na minha frente como se eu não tivesse lá.
Assim, após essas e tantas outras coisas, ano após ano, fui aprendendo a ter vergonha de mim.
Me auto enclausurando só por que eu era diferente.
Me colocando em uma posição inferior a todos os outros, fossem eles namorados, amigos e até familiares.
Sabem, é bem ruim viver assim. É como se você nunca pudesse ser protagonista, sempre estivesse em segundo lugar. Em segundo plano.
Mas é bizarro por que você mesma se coloca lá. O que é bem natural, afinal, você aprendeu que é assim "pra gente como você".
E assim fui, me escondendo de mim mesma, me encolhendo e me deixando de lado.
Quantas e quantas vezes fiz piadas comigo mesma só pra que as pessoas não as fizessem antes?
Sim, eu já ri muito de mim só pra parecer que não tava nem aí. Que era uma pessoa de boas.
A questão é que eu não tava e não era nada legal!
Durante todo esse tempo, me depreciei, me maltratei, me abandonei, mas cansei!
Cansei de querer emagrecer por causa da pressão estética das pessoas.
Cansei de não usar essa ou aquela roupa pq isso choca a sociedade.
Cansei de deixar de ser feliz pq a minha felicidade incomoda.
Cansei de me esconder por causa do meu corpo, pois por que foi ele quem me trouxe até aqui!
Sempre, nos finais, de ano, prometia que iria emagrecer, tomar vergonha na cara e ter mais força de vontade - sim pq todo gordo só é gordo por falta de vergonha na cara.
Mas esse ano vou fazer diferente. Prometo me amar mais, me respeitar mais.
Prometo buscar a felicidade todos os dias, da forma mais intensa que se pode buscar!
Prometo me blindar dos pensamentos e energias negativas que me impedem de evoluir como ser humano.
Gorda ou não, eu quero (e vou) ser feliz!
Fecho dizendo que esse não é um post triste, mas um desabafo de uma mulher com 34 anos, cansada de se esconder e sentir  vergonha de si mesma.
E que em 2019 vai lutar com todas as suas forças para não se deixar esconder... Nem por ela mesma!

Pink Floyd - Wish You Were Here (1975) legendado











Essa música tem uma das partituras mais incríveis. Quando junta com o visual (este visual), fica ainda mais incrível e diz tantas coisas...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Rato

Rato ruivo, rói a corda da guitarra 
Será que na música dá rock ou dá samba?
Quem sabe?
Talvez Raça Negra, Racionais, RadioHead...
Rato, estranho rato 
Não rouba queijo, mas, ondas sonoras
Não cria filhotes, mas efeitos diversos
Alguns são bonitos e outros, do avesso
Não mora na toca, mas em caixinhas pequenas
Coloridas, mágicas e cheias de emblemas
que quando se conectam, soltam sons pelo ar.
Timbres e acordes, quase palpáveis que têm o poder de nos fazer viajar. 
Rato, triste, caiu na ratoeira da raiva 
e atordoado, se emaranhou nas próprias cordas que iniciou roendo
e lá permanece até sabe-se Deus quando. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Eu fico p... Nada disso!


Pare e pense: Quantas vezes em sua vida, você já entregou seu coração numa bandeja pra alguém e só recebeu como resposta um joínha amarelo? 👍

Metáforas a parte, estou aqui para dizer que isso é mais comum do que parece. Natural ficar puto da vida com a pessoa né? Será mesmo? Alguns acontecimentos têm me mostrado que talvez não seja bem assim.

Já tem um tempo que estou me aprofundando em estudos relacionados a conexão genuína com o outro, escuta ativa, empatia, comunicação não violenta, autoconhecimento, PNL, entre outras coisas.

Esses assuntos já haviam trazido elementos importantes à minha consciência, refinando um pouco mais do meu olhar sobre como recebia os imputs do outro e quais eram os outputs que saíam de mim a partir deles.
Percebi que estava indo muito numa pegada "bateu, levou" sem notar que nessa relação era eu que estava apanhando de mim mesma.

O outro não existe. Se trata de você.

Ontem, durante a noite, navegando pelo perfil de uma colega, encontrei um vídeo de uma coach chamada Beth Russo que falava exatamente sobre o título desta postagem "As pessoas (incluindo nós mesmos) só são capazes de dar aquilo que elas têm dentro delas". Não importa se fazem parte de sua família, círculo de amigos ou sejam apenas estranhos com quem se teve uma breve interação no transporte coletivo.
O ser humano só é capaz de oferecer o que pode naquele momento e pronto! Simples assim.  A diferença estará na forma como recebemos e o que faremos o que nos deram.

De alguma forma, a mensagem que ela passou, ressoou ainda mais forte sobre coisas que já estava trabalhando internamente dentro de mim. 

No vídeo ela espremeu uma laranja e falou sobre o fato de que só saía dela, o que existia dentro dela: Gominhos, fibras, suco...Ela seguiu sua linha de raciocínio pontuando que assim também é com as pessoas.

Claro que falar é imensamente mais simples do que praticar. Nosso modo operante de cérebro que economiza energia, sempre nos levará para aquilo que é nos é mais simples, que gasta menos, que exige menos força de nossa parte.

Parei e fiquei durante um tempo refletindo sobre alguns acontecimentos de minha vida e percebi o quanto é desafiador para mim, mera mortal, olhar sob essa perspectiva para situações que me "tiram do prumo" sem sofrer com elas e o que é mais importante: extraindo delas algum tipo de aprendizado.

É um verdadeiro exercício, que exige empregar energia e se perceber a todo tempo, pois se deixamos no automático, ficar puto, brigar, se chatear, criar ranço, sempre ocuparão as primeiras posições.
O que não nos contam é que coisas asim só fazem mal para nós mesmos.
Sabe aquela frase de tomar veneno esperando que o outro morra? Pois é mais o menos a mesma coisa.

O legal, é que quando esses pontos são trazidos à nossa consciência, começamos a perceber o mundo e as pessoas de maneira diferente. Isso nos possibilita um entendimento real sobre o outro, a partir de uma conexão melhor e que nos abre as portas para olhar o mundo com seus olhos. Acreditem, além de lindo, é libertador!

Pensar e agir assim tem me ajudado a desanuviar a cabeça, deixar o coração mais brando, estar menos armada e mesmo frente aos desafios, desejar e emanar felicidade e amor ao outro.

Se a lógica é que "As pessoas só lhe darão aquilo que elas têm dentro delas" que sejamos capazes de dar ao mundo (e às pessoas) apenas coisas boas.