segunda-feira, 30 de março de 2015

Meu amor não sabes o quanto sinto sua falta.
Nestes dias tenho andado sozinha pelas ruas.
Sim, amor eu ando vagando lembrando de nós, do tempo em que ríamos da vida jogados em nosso pequeno grande mundo mundo.
Hoje tudo o que tenho são lembranças de momentos mágicos que não vão mais voltar.
Sinto sua falta.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ele cuida de mim, faz chá com bolo e leva na cama.
Acorda antes e faz meu café enquanto eu luto contra o sono.
Ele me espera pra cozinhar o feijão e juntos escolhemos receitas pra fazer no final de semana (ainda que elas quase nunca saiam).
Ele limpa a casa só pra me receber. Troca as roupas de cama e lava as toalhas.
E como se não bastasse, todos os dias ele acorda mais cedo só pra me acordar e, mesmo não tendo obrigação nenhuma me liga até que eu desperte, manda mensagens e me enche de amor matinal. Sim o meu despertador tem nome, endereço e um coração enorme.
E ele não é só meu despertador,é meu amigo, meu amor, o cara que divide comigo momentos de risada sem fundamento nenhum.
A pessoa que conhece cada careta que eu faço, cada olhar que dou e que partilha de piadas que só a gente entende.
Ele me deu a chave de sua casa.
Ele me deixou entrar no seu coração.
E eu sou e serei eternamente grata por me ser tão amada.  

terça-feira, 1 de abril de 2014

Depois desse turbilhão
está tudo tão fora do lugar
dentro de mim, as coisas parecem chacoalhar.
A todo momento sou jogada de um lado para o outro
tento inutilmente me agarrar no que ainda resta de mim.
Sempre fui tão forte e segura
sempre acreditei que meus valores eram firmes e meus propósitos incorruptíveis.
Mas parece que meus olhos foram perdendo o brilho até ficarem totalmente cegos
Me vi fazendo coisas que antes era inimagináveis.
Eu estou presa em um labirinto de espelhos sem saber como sair
Estou em guerra comigo mesma mas não quero ficar só.
Resta-me saber até quando os que ainda permanecem ao meu lado continuarão caminhando comigo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Não sei

As vezes me canso.
Paro, olho, penso
Dispenso, repenso
tem horas que não aguento
e temo
Aquele temor que entra no osso
que desce pelo pescoço
e que chega ao dedão do pé.
As vezes sinto
que quebro, levanto, deito
desisto, mas depois insisto
de um jeito que não sei se adianta.
Até quando, até que ponto
vale contornar minhas crenças
burlar sentimentos e todas as coisas
que essencialmente são minhas.
Não sei. Realmente não sei.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Já não busco respostas que sanem minhas dúvidas. 
Não sei se caso, não sei se compro uma bicicleta. 
Não sei se viajo pra lua, se choro, ou se tento me matar. 
Temo, que as certezas que tenho se tornem cruéis e imensos abismos... 
Meus pés buscam por terra firme, mas só nado e nado. 
De onde vem tamanha insegurança e inquietude se tu eras o único porto seguro que meu coração conhecia? 
Não sei mais o que pensa.Na verdade nem quero pensar em nada... Meus olhos não aguentam mais derramar tantas lágrimas que nem sei por que derramam.
Deixa-me só a refletir sob minha existência. Tentarei dormir e pela misericórdia do universo esquecer que essa dor dói tanto...

domingo, 17 de junho de 2012

Latente

Ele abriu os olhos e notou que estava em casa. Sua namorada o olhava com olhos atemorizados.
Seus amigos, com olhos que misturavam medo, pena e tristeza.
Ele acabara de chegar aos seus trinta anos meio que sem saber como conseguira tal proeza.
Certa vez um médico o desenganara: "Há um problema no cérebro - palavras dele - Talvez viva até os 20 ou 25 anos, mas trata-se de uma bomba relógio. Até lá, precisa se cuidar"
Diagnóstico complicado para uma mãe que com lágrimas nos olhos acabara de assistir seu filho de 6 meses convulsionar debatendo-se feito peixe fora d'água.
Seu pai havia sumido no mundo. Abandonado a mãe ainda grávida. Era ela quem o criava.
Em seu apartamento na periferia da cidade também moravam sua avó e uma tia que mudara-se há pouco tentando fugir das agressões a que era submetida por seu "companheiro".
Seu avô havia falecido. Vítima do alcool e das drogas...
Fato é que os anos foram se passando e esta "bomba, prestes a explodir a qualquer momento" foi jogada no limbo do esquecimento.
Ninguém lembrava-se mais dela,afinal, tantos eram os problemas que quem se lembraria de diagnóstico tão antigo?
Mas o garoto sentia na pele cada pequena (ou grande) crise.
Acordava após lapsos de consciência no jardim de seu prédio chafurdando na lama. Geralmente sujo de sangue - o seu sangue.
Seguia a vida sem entender até o dia em que uma de suas crises foi assistida por sua avó que num misto de susto e agonia lhe contou sobre seu triste destino.
Era inevitável viver dali em diante sem a sensação de que a qualquer momento tudo poderia acabar...Apenas uma dor forte na cabeça bastaria para ser anunciado o princípio do fim.
Fato é que o menino, cheio e medos e angústias que dormia todos os dias preparado esperando que aquele fosse o último de seus dias cresceu e se fez homem. Um homem que precisava arcar com as responsabilidades que seu patriarca lhe incumbira no momento em que abandonou sua casa para viver com uma vendedora de loja que conheceu quando foi comprar o presente de aniversário de sua sogra.
O Menino-homem-que esperava pela morte foi trabalhar. Era atendente de uma lanchonete que ficava próxima a uma "escola de gente rica"...
Num dia comum, atendendo pessoas comuns,que falavam coisas comuns, ele a viu entrar.
Seu nome era Angelina. Ela realmente era linda. Tinha uma beleza que emanava por seus poros e ele se apaixonou.
Ela não havia entendido o porque dos olhares, mas compreendeu o significado da palavra amor no dia comum em que lhe pedira um suco comum daqueles que se pede todos os dias em lanchonetes comuns.
Não se sabe bem ao certo como, mas, a presença de uma vida na outra passou a ser essencial...Um complemento, uma continuidade.
Quem os via juntos, não entendia tamanha diferença de gostos, gênios e físico, mas, bastava observar uma troca de olhares entre os dois que nada mais pedia explicação.
O tempo foi passando e de Menino-homem-que esperava pela morte, ele começou a pensar que Deus havia se esquecido de seu problema e diante disso, ele mesmo esqueceu o tal diagnóstico, afinal as crises eram cada vez mais raras... Haviam sumido e ele , se equecido delas até aquela fatídica noite onde todos se reuniam numa bela festa de aniversário - Seus 30 anos!!
Esqueceu até acordar e perceber sua namorada com os olhos medrosos focados nele e todos na sala em silêncio a observar, esperando a próxima cena acontecer.
Esqueceu até olhar à sua volta e deixar escapar três de suas lágrimas mais doloridas.
esqueceu até ver a porta e ir andando em direção a rua.
Não, ninguém foi atrás dele. Aquele era um momento apenas seu. Seu e de mais ninguém. Lá ele chorou. Despindo-se de todos os seus egos. Uma criança ingênua e dependente.
Foi ao encontro de sua amada Angelina e simplesmente a agradeceu pela vida que havia lhe mostrado existir ainda que ele apenas esperasse dia após dia por sua morte. Ele não pediu perdão por não te-la alertado, afinal, havia ele também esquecido da bomba que carregava em sua cabeça.
Ela então o olhou com o olhar mais lindo e mais doce. Aquele que havia guardado a vida toda ainda que inconscientemente para aquele momento e disse-lhe: "Obrigada por me permitir te amar!".
Aliviado, ele fechou seus olhos num sono profundo. Seu coração já não mais batia assim como seus pulmões não se enchiam de ar.
As pessoas ainda sem entender, choravam, murmuravam ou simplesmente saiam do lugar sem falar nada.
Angelina permaneceu ali... Tinha em sua face um semblante tranquilo e coração em paz. Estava tomada de uma tristeza sem fim mas sabia que carregava dentro de si um pedaço daquela vida que acabara ali, em seus braços. Pedaço este que ela chamou de "filho amado" sete meses após aquele dia.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dia dos namorados

F elicidade é poder sentir seu amor, estar contigo e
A lçar voos cada vez mais altos e longos. É
L ançar-se ao céu, sem medo de cair. É
C onfiar, sem limitar. É
A mar sem prender. É viver
O ontem e o hoje caminhando juntos dia após dia até que o amanhã bata a nossa porta.

Te amo!